A SITUAÇÃO ATUAL DA ESCOLA

Em 2014, neste edifício, alguns professores timorenses prontificaram-se a dar aulas a alunos do ensino secundário evitando o abandono escolar.

A SITUAÇÃO ATUAL DA ESCOLA
Situação Atual

Já depois da independência de Timor-Leste, precisamente, no ano de 2014, alguns professores timorenses voluntários, prontificaram-se a dar aulas, neste edifício, aos alunos ensino secundário, evitando assim que os alunos percorressem grandes distâncias ou, até mesmo, o abandono escolar destes jovens. Salienta-se que estes professores nunca receberam qualquer remuneração do Estado Timorense.

Posteriormente à independência formal em 2012, o governo Timorense (RDTL) através do Ministério da Educação deu prioridade à educação da juventude reforçando o melhoramento da Escola do Interior, com aumento de professores e a reabilitação de escolas já existentes e/ou abertura de novas em todos os sucos/freguesias. Porém, até hoje, na escola de Kelicai nada foi feito, não impedindo que os professores voluntários continuassem a leccionar a Língua Portuguesa sem qualquer apoio, somente com a finalidade de evitar que os alunos percorressem cerca de 30 km para aprender português.

No decorrer de 2014, os chefes de oito sucos/freguesias, – Abafa, Afaça, Guruçá, Lavateri, Namanei, Samalari, Tekinomata e Uaitame – os veteranos de guerra, os professores naturais e as populações decidiram apoiar a abertura do ensino secundário naquela zona de Timor-Leste e a instalação da sede neste edifício, mesmo se encontrando em degradação total, isto é, sem tecto, sem janelas, sem mobiliário, sem quadros, sem mapas de Portugal, em suma, sem nenhumas condições par o ensino.

Após ter obtido o beneplácito do Ministério da Educação, o ensino secundário teve como “Alma Mater”, a Escola Secundária Geral na vila de Baucau, a qual dista da zona de Kelicai cerca de 40 kms.

Perante a insistência e persistência dos professores surgiu a escola secundaria de Kelicai à qual denominaram Escola Secundária Geral D.
Carlos Filipe Ximenes Belo – Prémio Nobel da Paz 1996, tendo o seu estatuto sido aprovado pelo então Vice-Ministro da Educação de Timor-Leste, o Dr. Abel da Costa Ximenes, no dia 9 de Outubro de 2015.

A partir de 2014, professores, alunos, e povoações compraram folhas de zinco e aproveitaram a Natureza para cortar bambu e folhas de palmeiras e de coqueiros para improvisar tectos, portas e janelas. A escola funciona com duas secções, a primeira corresponde às Ciências Sociais e Humanidades(CSH) e a segunda às Ciências Técnicas (CT).

Além desta escola, Kelicai como centro do agrupamento de escolas, engloba mais cinco escolas filiais do Ensino Básico:

  1. Escola de Baguluru – 1º, 2º e 3º Ciclos – 239 alunos
  2. Escola de Samaguia – 1º e 2º Ciclos – 290 alunos
  3. Escola de Uaitame – 1º, 2º e 3º Ciclos – 247 alunos
  4. Escola de Eubere/Uligata/Afaça – 1º e 2º Ciclos – 132 alunos
  5. Escola de Nautetu – 1º e 2º Ciclos – 62 alunos

Os professores actuais neste pseudo-agrupamento de escolas de Kelicai são:

  1. Carlos Ximenes Filipe
  2. Apolinário Moreira
  3. Salustiano Vital Pereira
  4. Duarte Manuel Pereira
  5. António Joaquim Vaz
  6. Eduardo Ximenes
  7. Lino Fátima do Rosário Gaio
  8. Jovita Vital
  9. Clara Pompeia de Sá Ximenes
  1. Salvador Ximenes
  2. Orlando Gaio
  3. Julião da Costa Ximenes
  4. Atanásia Freitas Ximenes
  5. João Bosco Gaio
  6. Romualdo Ximenes Maria
  7. Júlio Xavier Filipe
  8. Calistro Ximenes de Jesus
  9. Francisco de Carvalho